Um novo fôlego para a Oi

A Oi registrou prejuízo de R$ 6,7 bilhões nos primeiros nove meses de 2019 e está correndo para fazer investimentos em sua rede de internet de fibra óptica

Lutando pela sobrevivência desde que pediu recuperação judicial em 2016, a Oi, que já foi a maior operadora de telefonia do Brasil, saiu da Unidade de Terapia Intensiva. No final de janeiro, após longa negociação, conseguiu vender sua participação de 25% na operadora angolana Unitel por 1 bilhão de dólares. Está adiantada também a venda de um pacote de cerca de 800 torres de telefonia celular, avaliado entre 700 milhões e 1 bilhão de reais.

Com esse reforço no caixa, que se segue a um empréstimo-ponte de 2,5 bilhões de reais anunciado em dezembro, foi praticamente descartada a necessidade de buscar recursos adicionais no mercado financeiro, seja com um novo aumento de capital, seja com mais uma venda de debêntures, segundo EXAME apurou.

A Oi registrou prejuízo de 6,7 bilhões de reais nos primeiros nove meses de 2019 e está correndo para fazer investimentos em sua rede nacional de internet de fibra óptica com o objetivo de recuperar os clientes que perdeu para a concorrência nos últimos anos.

Com foco no mercado corporativo, agora deve mesmo vender o negócio de telefonia celular, como se especula há anos. Para conseguir a aprovação dos órgãos de defesa da concorrência, a unidade de celulares — que tem 38 milhões de clientes, ou 16% do mercado — deve ser dividida entre a TIM e a Vivo, rendendo até 13 bilhões de reais. A Oi não comentou.

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