É hora de falar sobre Wealth Planning

A pandemia da Covid-19 nos obriga a planejar melhor o futuro da nossa família

É difícil, mas a pandemia da Covid-19 impôs também uma reflexão inevitável: a possível morte ou invalidez do patriarca ou do responsável pelo patrimônio da família.

O impacto na ponta do lápis dessa falta traz à tona a necessidade de focar, agir e definir um tema crucial: Wealth Planning ou planejamento patrimonial.

Na construção de um patrimônio sólido, além dos esforços para se colocar tijolo por tijolo no decorrer de anos, décadas, há ainda a necessidade de administrá-lo, principalmente, em eras intempestivas.

Esses são alguns exemplos dos principais desafios do planejamento patrimonial: manter o que se conquistou a fim de perpetuar os negócios da família – o capital; garantir qualidade de vida para as próximas gerações; planejar uma aposentadoria segura para se manter o padrão de vida, até então conquistado.

Tarefa simples? Não. Para começar, o tema requer conhecimento especializado e multidisciplinar em finanças, direito, administração. Exige também habilidade para mediar as relações familiares de forma a superar possíveis adversidades. Afinal, quem nunca enfrentou conflitos entre quatro paredes? Portanto, entender as peculiaridades familiares é fator-chave dessa empreitada. Com fator sine qua non: a ética profissional para se manter sob sigilo as informações patrimoniais e as relações familiares.

Assim, o primeiro passo é optar por instituições ou profissionais com conhecimento substantivo nos mercados local e internacional. Tarefa árdua na medida em que esses mercados são vastos e neles há de tudo. Buscar referência, qualificação e bons antecedentes parece ser uma tarefa óbvia, mas não é. Por isso, vale investir o seu tempo nessa etapa inicial antes de pegar a caneta e dar o aval contratual.

Daí para frente, começa a empreitada que poderá durar meses ou até anos, conforme a complexidade e diversificação do patrimônio familiar. O profissional à frente do planejamento irá coordenar todas as etapas para dar aconselhamentos assertivos que o tema merece. Esses especialistas têm a responsabilidade de lidar com os meandros que o tema exige, como aconselhamento jurídico para validar as estruturas necessárias, obrigações tributárias, verificação de legislações dos mercados financeiro e imobiliário, impactos da genealogia familiar sobre o patrimônio, entre outras vertentes.

Para que esse trabalho siga adiante sem percalços, existem etapas fundamentais a serem consideradas em um processo de planejamento sucessório:

PROTEÇÃO – levantamento dos principais riscos, sejam eles internos ou externos à família ou à companhia e que possam impactar o patrimônio de forma negativa como equívocos no planejamento sucessório, nas obrigatoriedades fiscais ou nos investimentos em imóveis, novos negócios, mercado de capitais etc.

CRESCIMENTO – avaliar profundamente o patrimônio para identificar onde se pode ganhar eficiência e rentabilidade nas estruturas financeiras, tributarias e legais.

PERPETUAÇÃO – aqui é onde todas as famílias deveriam chegar como objetivo final. É o momento pelo qual as conquistas do presente e o futuro se encontram para que, dentro do possível, o patrimônio da família não se dilua para as próximas gerações.

Mas quanto eu preciso ter de recursos financeiros ou patrimônio para justificar a necessidade de um planejamento patrimonial? Na verdade, a pergunta é quanto você deseja investir no assunto (tempo e dinheiro) na medida em que possuir algum bem para doar a um herdeiro na sua falta. Nesse caso, a simples definição do testamento é um primeiro passo, já que a maioria das famílias brasileiras não o possui. Basta se perguntar: você tem um testamento? Seus pais fizeram algum testamento? Senão, mãos à obra.

Hoje em dia, fazer o Wealth Planning é estar consciente de que somos mortais. Mais do que isso, é sermos generosos ao deixar tudo planejado, organizado e bem administrado a fim de proteger não somente o que se possui de fato, mas também garantir e perpetuar uma melhor qualidade de vida para os nossos familiares.

Roberto Funaro é CEO do Mirabaud Family Office e possui 25 anos de experiência no mercado financeiro. Foi superintende executivo do banco Santander, onde exerceu as funções de co-head do segmento Ultra High Net Worth e head de Wealth Planning e novos negócios. Passou por instituições como BTG Pactual e GPS Investimentos (atual Julius Baer Family Office). É formado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) em São Paulo, com especialização em finanças. Possui Certified Financial Planner (Certificação CFP®).

O Mirabaud Family Office iniciou suas atividades no Brasil, em 2020. Tem por objetivo atender necessidades dos seus clientes e respectivos familiares de forma única, transparente e independente, a exemplo do histórico do Grupo Mirabaud, sediado em Genebra, na Suíça. O Banco suíço se dedica a proteção e perpetuação do patrimônio familiar desde 1819, através de seus 16 escritórios em 10 países e 4 continentes.

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