Entre o AME-SE e o FOD#-SE

Com o que realmente vale a pena se preocupar e com o que vale a pena ligar o fod#-se nas nossas vidas?

O Ano Novo está aí e sua vida não está tão nova quanto esperava? Os pensamentos positivos da virada não foram suficientes para superar a ansiedade, as dúvidas e inquietudes?

Para começar, trago um texto pequeno, mas muito realista: “Nenhuma queima de fogos promete um futuro iluminado. Nenhum ponteiro marcando meia-noite transforma quereres em realidade. Nenhuma crendice ou simpatia garante uma nova vida. Se o coração deseja mudanças é preciso trocar mais que o calendário. É preciso abandonar medos e encarar desafios. Driblar velhos hábitos e arriscar novos voos. Deixar de esperar que os próximos meses surpreendam e surpreender a si mesmo. Acreditar e seguir. Sonhar e ousar. Se o coração deseja um novo tempo… é tempo de fazer acontecer!!” – autor desconhecido.

Estamos constantemente pedindo por mudanças em nossas vidas, mas nos detemos facilmente ao encarar os primeiros desafios e obstáculos para implementar muitas delas. Quando não conseguimos fazer esses “shifts” (mudanças), nos sentimos mal e preferimos não olhar para nossas incapacidades, e como resultado, muitos acabam por transferir o foco para os outros. Afinal é muito mais fácil apontar erros ou dizer o que os outros devem fazer do que encarar os desafios que nos levarão às mudanças que tanto desejamos.

É tanta gente querendo cuidar da vida dos outros que vira uma marcação cerrada. Uma prova disso é que o livro mais vendido de 2019 – e ainda na liderança em 2020 – é “A sutil arte de ligar o fod#-se” de Mark Manson (Ed. Intrínseca). Separei um trecho desse livro para compartilhar por aqui: 

“Encontrar algo importante e significativo para a sua vida talvez seja o uso mais produtivo de seu tempo e sua energia. Porque, se você não encontrar algo relevante de verdade, vai se importar com causas frívolas que mereciam um grande fod#-se.”

Será que não estamos precisando “ligar menos” para o que os outros esperam de nós?

Depois de pensar bastante sobre o assunto, cheguei a conclusão de que um super antídoto para essa situação pode ser a paz interior.

E aqui quero abrir um parênteses para uma pergunta: “Você também sente que fomos deixando de lado o conceito de paz diante dessa modernidade tão acelerada em que vivemos?”

Em meio a tantas informações, estímulos, afazeres, notícias e milhares de contatos, minha impressão é de que a paz foi sim colocada em segundo plano. Não falo apenas da paz entre as pessoas ou da paz mundial, falo de uma paz muito mais simples e ao mesmo tempo super importante; falo da paz interna. De uma verdadeira paz profunda… esse estado de espírito onde não prevalece angústia, ansiedade, medo ou excitação. Onde não há espaço para a preocupação de controlar a vida dos outros. Só essa paz é capaz de transformar nós mesmos e o mundo ao nosso redor.

Mas como encontrar essa paz? 

Podemos ter à nossa disposição inúmeras tecnologias, mas a mais alta tecnologia humana já descoberta continua sendo arcaica. Falo das sabedorias ancestrais, às quais deixamos de dar atenção por muito tempo, mas que retornam ciclicamente para provar sua utilidade e maestria. 

Uma das que está diretamente associada à paz e à harmonia é a prática havaiana Hoʻoponopono (relembrando: Sinto muito; Me perdoe; Eu te amo; Sou grato.), que se aplicada não só em relação a outra pessoa, mas em relação a si mesmo tem um enorme poder de potencializar a paz interna. Além dessa prática há muitas outras nas mais diferentes áreas do desenvolvimento humano. 

Estar em paz é ter plena consciência daquilo que verdadeiramente importa e daquilo que não nos diz respeito. Estar em paz é uma forma de amar-se. Não exageradamente para que o ego salte e não sejamos capazes de enxergar o outro, pois tudo em excesso gera sofrimento. O melhor é ter balanço; encontrar caminho do meio. Entre amar-se e ligar o fod#-se, como sugere o livro de Mark Manson, eu fico com um pouco de cada. 

O que precisamos aprender é a discernir qual a justa medida de cada atitude em nossas vidas. Viveremos sempre entre esses dois polos, então que tenhamos sabedoria para gerar o equilíbrio necessário.

E para terminar, deixo aqui mais uma frase do livro escrito por Mark:

“O segredo para uma vida melhor não é precisar de mais coisas; é se importar com menos, e apenas com o que é verdadeiro, imediato e importante.”

Por Danilo España

 

Luah Galvão e Danilo España são idealizadores do Walk and Talk.

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