Onze horas de uma mercadoria em escassez: inspiração para empreendedores

Hoje, EXAME e Money Report realizam o evento “CEO WORKSHOP: Líderes do Futuro”. Teremos mais de onze horas de conteúdo, em diversos painéis

Hoje, EXAME e Money Report realizam o evento “CEO WORKSHOP: Líderes do Futuro”. Teremos mais de onze horas de conteúdo, em diversos painéis, ouvindo as ideias e opiniões de quase quarenta pessoas que ocupam posições de importância em empresas, no terceiro setor e no mundo artístico. A ideia deste evento é oferecer inspiração para quem busca transformar suas companhias e carreiras – ou quer promover a retomada de seus negócios agora que os piores efeitos da pandemia aparentemente ficaram para trás.

Criar um lineup desses não é fácil, pois são poucos os nomes que podem motivar empresários, empreendedores e executivos. Estamos numa era em que a informação é abundante. Paradoxalmente, no entanto, é dificílimo encontrar conteúdo que de fato seja inspirador no universo digital.

Onde esses líderes empresariais que serão ouvidos no workshop de hoje buscam novas ideias e motivação?

Já tenho muitos anos de estrada no jornalismo. Por isso, pude entrevistar ou conversar informalmente com alguns dos maiores nomes do empresariado brasileiro. De forma geral, percebo neles uma grande fonte de inspiração – a curiosidade.

Grandes mentes geralmente têm uma curiosidade fora do comum. Mas cada personagem tem o seu jeito de manifestar essa característica. Uns leem sem parar, numa busca frenética por informações que serão processadas e criarão uma opinião única e original. Outros manifestam essa curiosidade em conversas com todo o tipo de gente – e o bate-papo acaba engatilhando alguma ideia escondida na mente.

O fundador da Latam, o comandante Rolim Amaro, por exemplo, era um leitor ávido de biografias. Escrutinava a vida de grandes nomes da história em busca de estímulo e iluminação. Tinha predileção especial pelo Imperador Napoleão Bonaparte, que aliás cunhou a seguinte frase: “O líder é um vendedor de esperanças” (esta sentença poderia ser uma excelente definição para o próprio Rolim).

Ele gostava tanto de Napoleão que o citava como autor de uma de suas frases prediletas, que nunca foi dita pelo imperador: “É mais fácil puxar do que empurrar o macarrão”. Às vezes, gostava de improvisar e soltava uma versão diferente: “Para empurrar o macarrão tem poucos, mas para puxar o macarrão tem muitos” (ouvi dele as duas versões: essa era a metáfora usada para dizer que as pessoas queriam sempre evitar coisas difíceis)

Rolim era movido por essa diligência, que o ajudou a construir uma empresa que, por muito tempo, conseguiu ser o paradigma de bom atendimento ao cliente. Vi a mesma curiosidade na figura do fundador da Localiza, Salim Mattar. Quando encontra um jovem empreendedor, ele faz uma verdadeira sabatina, querendo entender o que está por trás de seu negócio. Seus olhos vão brilhando com as respostas – e percebe-se que seu cérebro fica fervilhando de insights enquanto conversa.

A mesma curiosidade fazia, diz a lenda, o fundador do grupo Cataguases Leopoldina, Ivan Botelho, alugar um táxi uma vez por ano e sair dirigindo pelas ruas do Rio de Janeiro, pegando passageiros e conversando com eles. Esses papos aleatórios oxigenavam sua mente e, muitas vezes, geravam novas ideias.
Quando se pensa em inspiração, muitos erroneamente acham que podem buscá-la unicamente em quem possui grandes conhecimentos técnicos sobre um determinado assunto ou uma vasta cultura geral.

Mas, no fundo, os empreendedores estão em busca de sabedoria – não de cultura ou um arcabouço técnico. E sabedoria é algo que se aprende não necessariamente com leitura. Em certos casos, ela surge em um caldeirão no qual são curtidos o bom senso, a experiência e a inteligência aguda. Um exemplo vivo dessa combinação é Luiza Helena Trajano, que estará no painel “Segunda Carreira”, que começa às 10:30. Ela vai falar sobre como deixou o comando de uma das maiores empresas de varejo do Brasil para se dedicar ao Grupo Mulheres do Brasil, uma entidade de apoio feminino.

Luiza Helena consegue resumir como ninguém certas situações corporativas. No ano passado, durante uma entrevista, perguntei a ela qual seria o conselho que daria a um (a) jovem executivo (a) que quisesse ter uma carreira de sucesso. Ela disse que a coisa mais importante de todas era ter foco no resultado e na entrega de suas metas. “As pessoas são contratadas pelo currículo e demitidas pela performance”, arrematou.

Uma afirmação simples, direta e no ponto. Como uma frase verdadeiramente inspiradora deve ser.

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