Queremos dividir o Brasil?

A Veja desta semana traz uma excelente e extensa reportagem sobre o livro “Uma Gota de Sangue – História do Pensamento Racial” de Demétrio Magnoli: “Cada homem é uma raça.” A frase, título de um livro do escritor moçambicano Mia Couto, sintetiza a ideia de que cada indivíduo tem sua história, seu repertório cultural, seus desejos, suas preferências pessoais e, é claro, uma aparência física própria que, no conjunto, fazem […] <div class="read-more"><a href="https://exame.com/rede-de-blogs/instituto-millenium/2009/08/30/queremos-dividir-o-brasil/" class="more-link">Leia mais</a></div>

A Veja desta semana traz uma excelente e extensa reportagem sobre o livro “Uma Gota de Sangue – História do Pensamento Racial” de Demétrio Magnoli:

“Cada homem é uma raça.” A frase, título de um livro do escritor moçambicano Mia Couto, sintetiza a ideia de que cada indivíduo tem sua história, seu repertório cultural, seus desejos, suas preferências pessoais e, é claro, uma aparência física própria que, no conjunto, fazem dele um ser único. Rótulos raciais são, portanto, arbitrários e injustos. Mia Couto, com sua concepção universalista da humanidade, é citado algumas vezes em Uma Gota de Sangue – História do Pensamento Racial (Contexto; 400 páginas; 49,90 reais), do sociólogo paulistano Demétrio Magnoli, recém-chegado às livrarias. Trata-se de uma dessas obras ambiciosas, raras no Brasil, que partem de um esforço de pesquisa histórica monumental para elucidar um tema da atualidade. Magnoli estava intrigado com o avanço das cotas para negros no Brasil e resolveu investigar a raiz dessas medidas afirmativas. O resultado é uma análise meticulosa da evolução do conceito racial no mundo. Descobre-se em Uma Gota de Sangue que as atuais políticas de cotas derivam dos mesmos pressupostos clássicos sobre raça que embasaram, num passado não tão distante, a segregação oficial de negros e outros grupos. A diferença é que, agora, esse velho pensamento assume o nome de multiculturalismo – a ideia de que uma nação é uma colcha de retalhos de etnias que formam um conjunto, mas não se misturam. É o racismo com nova pele.”

Assinante lê na íntegra AQUI.

O caderno Aliás do Estado de SP deste domingo também traz resenha e uma entrevista com o autor na seção “Ponto a Ponto”.

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