O histórico da Amazônia e a sustentabilidade

Em entrevista exclusiva ao Instituto Millenium, Carla de Freitas analisou o histórico e projetou as principais medidas necessárias para garantir equilíbrio

A correlação entre agronegócio e sustentabilidade tem ganhado cada vez mais centralidade no debate público em todo o mundo, sobretudo no Brasil – um país que tem vasto território, conta com uma das maiores áreas de preservação do mundo e, ao mesmo tempo, tem na produção rural o principal motor de sua economia. Mas como essa conciliação entre meio ambiente e a produção rural foi construída ao longo do tempo? Como é a situação hoje e como avançar? O Instituto Millenium procurou o olhar de quem viu de perto essa situação.

Em entrevista exclusiva, a empresária Carla de Freitas lembrou o histórico de Rondônia, um jovem Estado construído no processo de expansão da agricultura no Brasil, e analisou os próximos desafios. Ouça o podcast!

Ex-presidente do Núcleo Feminino do Agronegócio (NFA), Carla de Freitas é considerada referência no modelo moderno de produção rural. Ela explicou que o desenvolvimento da região amazônica passou por um conceito claro: “integrar para não entregar“. Carla de Freitas viveu de perto esse processo: chegou a Rondônia em 1981, um ano antes do território se formalizar como Unidade da Federação.

“Essa região teve um chamado muito forte, por causa da borracha, e houve um consenso na época de que ela deveria ser povoada. O governo queria que as pessoas se fixassem na Amazônia e levassem o desenvolvimento para lá, dentro deste conceito de ‘integrar para não entregar’”, disse, destacando que esta era uma necessidade sentida na época e lembrando que pessoas de vários lugares foram para lá e construíram o Estado do zero.

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Hoje a pauta ambiental avançou, a tecnologia também, e há um novo jeito de lidar com a situação. No território da Amazônia Legal, por exemplo, apenas 20% da terra pode ser aproveitada para a produção – o restante deve ser preservado. Além disso, o Brasil, hoje, dispõe de um Código Florestal que é considerado um dos mais modernos do mundo. Mas, quando se olha para frente, a pergunta é clara: como seguir preservando?

Segundo Carla de Freitas, o caminho é legalizar todas as terras. “As áreas devem ser muito bem remarcadas e legalizadas, de uma forma bem feita. As pessoas precisam estar perante a lei, respondendo como qualquer cidadão. Acredito que o fundamental é que todos os agentes envolvidos neste processo entendam as particularidades da região amazônica, que têm muitas diferenças entre si”, disse.

Agro foi tema de webinário

O agronegócio foi tema do mais recente webinário do Clube Millenium, realizado na segunda-feira. O sócio-diretor da Biomarketing, José Luiz Tejon, e a presidente da Damha Agronegócios e conselheira do Instituto Millenium, Maria Stella Damha; conversaram com a sócia-fundadora do escritório Pineda e Krahn Sociedade de Advogados, Samanta Pineda, sobre a situação do setor no país.

A sustentabilidade foi um tema amplamente abordado. Para Maria Stella Damha, a forma como as informações sobre meio ambiente e preservação são divulgadas precisam ser revistas. Damha destacou a legislação brasileira. “Nosso Código Florestal é compatível com a agricultura, existe responsabilidade do produtor rural em sua propriedade”, destacou.

Tejon, por sua vez, destacou a necessidade de uma recontagem na participação do agro no PIB brasileiro: apesar de os 23,5% serem bastante representativos, este número significa apenas os impactos diretos do setor. “Com planejamento estratégico, perceberemos que na cadeia produtiva, antes, dentro e pós-porteira, esses 23,5% serão capazes de influenciar pelo menos outros 23,5%. Essa é a dimensão real do agro”, explicou.

Confira o debate na íntegra e fique por dentro de outros conteúdos exclusivos sobre política econômica, analises de mercado, entre outros. Clique e assine já o Clube Millenium!

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