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Caminhos para circularidade do aço: o caso da Prolata

A Prolata tem o impacto social como um dos seus pilares. Uma de suas atuações mais destacadas é o trabalho ativo junto às cooperativas de catadores

Por Juarez Castro*, Vinícius Picanço** e André Duarte***

Recentemente escrevemos sobre a potencialidade da economia circular para as embalagens de aço, seus impactos sociais e ambientais, além dos principais limitantes para o desenvolvimento do segmento. Neste artigo, retornamos ao tema, apresentando um exemplo de iniciativa bem-sucedida, a Prolata, uma gestora dedicada à sustentabilidade e à logística reversa do setor de embalagens de aço.

A Prolata tem o impacto social como um dos seus pilares. Uma de suas atuações mais destacadas é o trabalho ativo junto às cooperativas de catadores com apoio à gestão, regularização junto aos órgãos públicos e ambientais, capacitação e treinamento de cooperados vulneráveis, além de iniciativas para aumentar o bem-estar e segurança de quem trabalha nessa cadeia. Adicionalmente, a Prolata trabalha na complementação do currículo escolar e capacitação de redes de ensino, promovendo oficinas e trilhas formativas para redes estaduais e municipais. Assim, a entidade busca maximizar e disseminar informações sobre consumo consciente, economia circular e sustentabilidade.

Essas práticas são alinhadas aos princípios da economia circular, ao apresentar uma alternativa de modelo de negócio, com um novo significado ao conceito de "fim de vida" por meio da redução, reutilização, reciclagem e recuperação de materiais nos processos de produção, distribuição e consumo. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento sustentável, o que implica gerar qualidade ambiental, prosperidade econômica e equidade social em benefício das gerações atuais e futuras.

O cuidado com impacto social e ambiental é um fator decisivo também para atrair novos investimentos. Esse conceito está totalmente alinhado com os investimentos ESG, que englobam questões ambientais, fatores sociais e aspectos de governança. Pesquisa da agência Nielsen,  com consumidores de todo o mundo, mostrou que 81% dos respondentes acreditam fortemente que as empresas devem ajudar a melhorar o meio ambiente e mais de 60% estão muito ou extremamente preocupados com a poluição do ar, da água, uso de embalagens e desperdício de alimentos.

Em um contexto de maior conscientização ambiental e social por parte dos consumidores, empresas têm sido incentivadas e demandadas a mudar suas estratégias de gestão da cadeia de suprimentos. As cadeias que estão inseridas no conceito de “ciclo infinito dos materiais” têm ganhado a preferência do consumidor. Nesse cenário, o aço se destaca pela sua habilidade de ser reciclado infinitas vezes, preservando suas características originais. Por exemplo, uma das principais siderúrgicas do país e do mundo, a Gerdau, em seu relatório anual de 2020, destacou alguns dados relativos à agenda social e ambiental: R$ 417 milhões em investimento ambiental; 11 milhões de toneladas de sucata reciclada, representando 73% do aço produzido nas usinas a partir do pós-consumo; criação de meta para a diversidade, alcançando 30% de mulheres na posição de liderança até 2025. Muito além da reciclagem, a economia circular pode desempenhar um papel transformador, aumentando a transparência e a ética das cadeias de suprimentos, promovendo a justiça e o bem-estar da sociedade.

*Juarez Castro é mestre em Administração pelo Insper, com MBA em Gestão Empresarial e em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela FGV, além de Bacharel em Engenharia Elétrica pela Universidade de Rio Preto. Atualmente é Diretor Industrial da CMP – Companhia Metalgraphica Paulista.

**Vinícius Picanço é Ph.D. em Engenharia pela Technical University of Denmark (DTU) e professor de operações e sustentabilidade do Insper.

***André Duarte é professor e pesquisador do Insper nas áreas de Gestão de Operações e Gestão da Cadeia de Suprimentos. Coordena o Núcleo de Estudos em Gestão de Operações e da Cadeia de Suprimentos.

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