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Case Renovável: quais empresas vão zerar as emissões primeiro?

Conheça os agentes brasileiros que se comprometeram com a campanha Race to Zero, iniciativa da Aliança para Ambição Climática das Nações Unidas

Por Gustavo Souza*

O planeta está esquentando. Isso não é novidade há pelo menos três décadas. O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU mostrou que o papel humano no aquecimento global é inequívoco, inquestionável e já levou a um aumento de 1,07 graus na temperatura do planeta.

Saiba como sair à frente ao adaptar sua empresa ao ESG com práticas sociais, ambientais e de governança neste curso da EXAME.

Os mais de 190 países que ratificaram o Acordo de Paris têm a responsabilidade de liderar o combate às mudanças climáticas. Essa liderança passa por uma articulação dos atores não estatais, como empresas, universidades, investidores, cidades e estados, para agirem contra a mudança climática.

A campanha Race to Zero da ONU é a principal iniciativa de mobilização de agentes não estatais do mundo, reunindo – até o final de setembro de 2021 –   799 cidades, 35 estados, 4.468 empresas e 221 investidores no enfrentamento da emergência climática. Juntos, estes atores comprometem-se com a neutralidade climática até 2050, fator apontado pela ciência como indispensável para manter o aquecimento global limitado a 1,5º até o final do século.

Na prática, a campanha Race to Zero é um grande guarda-chuva de iniciativas como o programa Ambição Net Zero, que apoia e capacita empresas na gestão das emissões de CO2, com diferentes portas de acesso para cada ator.

Para aderir à Race to Zero são necessários quatro passos. Primeiro, as organizações devem se comprometer com os esforços globais de limitar o aquecimento do planeta a 1,5, ou seja, devem se comprometer a cortar pela metade suas emissões até 2030 e alcançar a neutralidade em carbono até 2050. O segundo passo é apresentar, nos próximos 12 meses, um planejamento das ações de curto, médio e longo prazo para implementação do compromisso.

O próximo passo é prosseguir com ações imediatas para o cumprimento das metas intermediárias. E o último passo é relatar, anualmente e de maneira pública, o progresso das ações e metas estabelecidas.

As ações e compromissos feitos pelos agentes brasileiros já aparecem no painel de monitoramento das Nações Unidas, o portal NAZCA. Atualmente são dez cidades, quatro estados, quatro investidores e 161 empresas comprometidas com a neutralidade climática no país. Esse quadro ainda mostra uma lacuna em termos de ambição climática no contexto brasileiro.

Suprir essa lacuna exigirá, cada vez mais, um forte comprometimento político, uma liderança empresarial ativa e um senso comum em relação à emergência climática. Cidades, estados, empresas e investidores devem levar um posicionamento firme e ambicioso para a COP26, que acontecerá entre 01 e 12 de Novembro, em Glasgow, no Reino Unido.

A EXAME estará em Glasgow e fará a melhor cobertura da COP26

A solução para emergência climática depende diretamente da ação coordenada entre todos os atores governamentais e privados. Muito mais do que compromissos, ações concretas, alinhadas à ciência e impactando prioritariamente pessoas e regiões mais vulneráveis, precisam ganhar visibilidade e escala.

As consequências das mudanças climáticas não pouparão ninguém. A emergência climática é uma crise de direitos humanos. Há pouco tempo para resolver o problema, e está claro o que precisa ser feito para evitar uma catástrofe de ordem planetária.

O recado é simples e direto: cidades, estados, empresas e investidores brasileiros não podem deixar esse bonde passar e nem perder a oportunidade de fazer história.

O CDP, organização internacional sem fins lucrativos que mede o impacto ambiental de empresas e governos de todo o mundo, colocando essas informações no centro das decisões de negócios, investimentos e políticas, traduziu todos os detalhes da campanha da Race to Zero para o português.

Em um trabalho conjunto com investidores institucionais com ativos de US $ 106 trilhões, o CDP alavanca o poder do investidor e do comprador para motivar as empresas a divulgar e gerenciar seus impactos ambientais. Mais de 9.600 empresas com mais de 50% da capitalização de mercado global divulgaram dados ambientais por meio do CDP em 2020.

Além das mais de 940 cidades, estados e regiões que também divulgaram suas ações de mitigação e adaptação climática, a plataforma do CDP é uma das fontes de informações mais ricas do mundo sobre como empresas e governos estão promovendo mudanças ambientais.

A partir de hoje, o CDP e outras organizações atuantes no Brasil passarão a mostrar aqui no Ideias Renováveis casos de empresas, governos e investidores que estão fazendo o dever de casa, isto é, colocando em prática ações de redução de suas emissões de gases de efeito estufa, de preservação dos recursos naturais e, portanto, de mitigação e adaptação climática.

 *Gustavo Souza é gerente Sênior de Políticas Públicas do CDP América Latina

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