• BVSP 125.675,33 pts -0,5%
  • USD R$ 5,0816 -0,0003
  • EUR R$ 6,0361 -0,0066
  • ABEV3 R$ 17,09 -1,38%
  • BBAS3 R$ 32,33 -1,73%
  • BBDC4 R$ 24,61 -1,20%
  • BRFS3 R$ 26,05 -1,48%
  • BRKM3 R$ 59,3 +0,34%
  • BRML3 R$ 10,43 +1,76%
  • CSAN3 R$ 26,43 -1,45%
  • ELET3 R$ 42,15 -1,29%
  • EMBR3 R$ 19,35 -0,10%
  • Petróleo US$ 74,60 -0,67%
  • Ouro US$ 1.831,80 -0,22%
  • Prata US$ 25,74 -0,59%
  • Platina US$ 1.051,60 -1,50%

Faria Lima: o condado onde o mercado de escritórios permanece aquecido

A famosa área nobre, com aproximadamente 500 mil m² de prédios corporativos, é a principal região de São Paulo e não perdeu a coroa mesmo com a pandemia

Se existe um senso comum, é o de que ninguém passou ileso pela pandemia de Covid-19. De um jeito ou de outro, empresas, pessoas e segmentos inteiros sentiram algum impacto. No mercado de escritórios, não foi diferente. A cidade de São Paulo, que começou 2020 com excelentes perspectivas, teve queda no volume de negócios com a chegada do novo coronavírus. A maioria das regiões registrou absorção líquida negativa. O destaque entre as exceções foi a Faria Lima.

A famosa área nobre, com aproximadamente 500 mil m² de prédios corporativos, é a principal região de São Paulo. Também conhecida como Central Business Distric, concentra prédios de altíssimo padrão, que atraem a atenção de grandes empresas, principalmente do setor financeiro.

Quando a pandemia chegou, a Faria Lima registrava baixa taxa de disponibilidade da cidade, de apenas 4,8%, e preço médio pedido na faixa de R$ 180,00/m². Em março, com a chegada do coronavírus, as empresas correram para colocar os funcionários em trabalho remoto e os planos de expansão e a tomada de novos espaços entraram em revisão. As questões econômicas ganharam mais relevância e começamos a falar em devoluções na cidade como um todo.

Conheça as melhores recomendações para a sua carteira de FIIs com o DNA Imobiliário

Depois de mais de um ano imersos na pandemia, chegamos a 2021 com a taxa de vacância de 24,1%, 4,9 p.p. maior do que no começo de 2020. Na Faria Lima, o índice dobrou e chegou a 10%. Então, como dizer que a região sentiu menos a crise que o resto da cidade? Tivemos ou não grandes desocupações na Faria Lima?

A resposta é que não houve grande devolução, mas, sim, a entrega de novo estoque na região, o que forçou a vacância para cima. Novos empreendimentos importantes foram entregues, como o Birmann 32, com 52.000 m², e o Seculum II, com 12.000 m², no quarto trimestre do ano passado.

Apesar de mais espaço, os valores de negociação também subiram. O Birmann 32, por exemplo, registra preço médio pedido de R$ 220,00/m², enquanto a região da Faria Lima, que permanece com mercado favorável aos proprietários, apresenta R$ 195,00/m². Na cidade, o valor médio é de R$ 87,00/m².

O empreendimento inaugurou com taxa de disponibilidade de 44%, ou seja, com 56% ocupado. Só o Facebook foi responsável pela ocupação de mais de 23.000 m².

A expectativa para 2021 é que as regiões nobres da cidade continuem sentindo menos os impactos da pandemia e, quando a vacina chegar para a maioria, devem ser as primeiras a se recuperarem. A Faria Lima ficará bem após a pandemia, como sempre ficou. Será preciso mais do que uma crise sanitária global para tirar a coroa dessa área nobre de São Paulo.

*Paulo Casoni é diretor de Vendas da JLL.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 3,90/mês
  • R$ 9,90 após o terceiro mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 99,00/ano
  • R$ 99,00 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 8,25 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.