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Semifinais da Copa do Brasil explicitam reorganização do futebol no Brasil

Athletico e Fortaleza tem sido observados como caminho de gestão responsável para resultados esportivos

Nesta quarta-feira (27) serão definidos os finalistas da Copa do Brasil, torneio que, na edição atual, já reservou surpresas. Na contramão dos rivais cariocas e mineiros, detentores de um maior poderio econômico e de receitas, Athletico Paranaense e Fortaleza têm dado exemplos de gestões responsáveis, com pouca margem de erro, e de longo prazo para atingir os resultados esperados.

Desde o início da competição, em apenas três edições o campeão não saiu do eixo (Rio de Janeiro-São Paulo-Minas Gerais-Rio Grande do Sul), com o Criciúma, em 1991, do Sport, em 2008, e o próprio Athletico, em 2019. E a diferença econômica tem sido cada vez mais relevante no contexto da competição. Nos últimos anos, para além da boa gestão administrativa, a equipe paranaense conseguiu feitos expressivos e vive um dos melhores momentos de sua história, com os títulos da Sul-Americana de 2018 e da própria Copa do Brasil, em 2019. Neste ano, o Athletico ainda disputará novamente a final da segunda principal competição do continente, contra o RB Bragantino, no dia 20 de novembro.

O Fortaleza, apesar do resultado adverso no primeiro jogo da semifinal no Mineirão, também faz uma temporada inesquecível aos seus torcedores. Além de estar entre as quatro melhores equipes da Copa do Brasil, o Leão do Pici é o atual terceiro colocado do Campeonato Brasileiro, posição que garante participação direta na fase de grupos da Copa Libertadores da América.

Diante de um orçamento bem inferior a maioria dos clubes da elite do futebol brasileiro, a equipe cearense faz todo e qualquer investimento com muita inteligência, uma vez que o quadro financeiro da instituição não permite erros. Em 2021, o Fortaleza projetou uma receita de aproximadamente R$94 milhões, valor equivalente a apenas 10% da expectativa estimada pelo Flamengo, por exemplo, que deve alcançar R$984 milhões este ano, sem considerar os valores em premiações. “Nós temos consciência desta margem de erro e por isso prezamos por uma gestão competente e responsável, acima de tudo. Cada investimento ao longo da temporada é feito com suporte de tecnologia e análise de desempenho para mapear corretamente jogadores e treinadores”, destaca o presidente do Leão do Pici, Marcelo Paz.

As equipes tradicionais do futebol brasileiro têm sofrido com crises financeiras e esportivas nos últimos anos. Por um outro lado, a má gestão desses clubes abriu espaço para clubes emergentes, como o Cuiabá, que este ano disputa o Campeonato Brasileiro pela primeira vez na história. “Não sei se é o início de uma nova ordem, mas sim um momento de quebra de paradigmas, em que os mais organizados e estruturados vão ganhar espaço. A gestão em qualquer negócio é fundamental. Cito o Ceará e o Fortaleza como exemplo, o Atlético Goianiense, clube aqui da nossa região, que trabalha com orçamento muito mais baixo que a grande maioria e está se consolidando na Série A``, argumenta Cristiano Dresch, vice-presidente do Dourado.

Para Marcelo Segurado, executivo de futebol do Santa Cruz, que infelzimente escancarou o lado oposto dessa trejatória de sucesso, a principal armadilha para as agremiações de maior expressão é a ideia de que somente a camisa vai fazer com que o resultado venha. “Quando uma instituição dessas cai, é em virtude de erros que vêm sendo cometidos por vários anos. Um time não cai apenas pelo planejamento errado de um ano. Assim como os que ascendem de séries inferiores não chegam lá exclusivamente por um ano extraordinário”, acrescenta o executivo.

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