Investir em educação tem retorno garantido

“As rápidas e necessárias transformações nas escolas surgem como uma grande oportunidade para engajamento de empresas e marcas com o mercado de educação, que precisa urgentemente se adaptar aos novos tempos e alunos. Afinal, eles já são e continuarão sendo consumidores vorazes de devices, softwares, aplicativos, serviços e bens virtuais”. O surgimento de novos formatos pedagógicos, vitaminados pelo ingresso de recursos tecnológicos na área educacional, é um catalisador de diversas […] <div class="read-more"><a href="https://exame.com/rede-de-blogs/crescer-em-rede/2015/04/07/investir-em-educacao-tem-retorno-garantido/" class="more-link">Leia mais</a></div>

As rápidas e necessárias transformações nas escolas surgem como uma grande oportunidade para engajamento de empresas e marcas com o mercado de educação, que precisa urgentemente se adaptar aos novos tempos e alunos. Afinal, eles já são e continuarão sendo consumidores vorazes de devices, softwares, aplicativos, serviços e bens virtuais”.

O surgimento de novos formatos pedagógicos, vitaminados pelo ingresso de recursos tecnológicos na área educacional, é um catalisador de diversas mudanças em curso que tem levado a escola para muito além das suas salas de aula, das suas bibliotecas e de seus universos até então restritos às suas comunidades de professores e alunos.

Comparadas com as de outros países mais desenvolvidos, as escolas brasileiras ainda carecem de práticas que promovam o uso de tecnologias digitais por meio de iniciativas inovadoras, tais como conectar os estudantes em uma rede colaborativa e global de aprendizado, uma tendência que se não for seguida por nossos educadores poderá deixar nossos estudantes enraizados em modelos arcaicos e ineficazes para prepará-los para ingressar na vida profissional.

Acostumados a usar seus smartphones para acessar às redes sociais, gravar vídeos, tirar fotos, ouvir músicas e podcasts, ler notícias, pesquisar e compartilhar conteúdos, os alunos da geração de bits precisam encontrar na escola não somente gadgets e acesso à Internet, mas professores engajados e um ambiente fértil para incorporar novas ferramentas digitais na rotina escolar, o que implica, entre outra ações, em preparar os docentes para esta nova realidade pedagógica sustentada pelas tecnologias digitais.

Nesta direção, muitas empresas e startups vêm desenvolvendo projetos, ferramentas, apps e serviços. Mas, para conquistar usuários de suas soluções, elas precisam estreitar o relacionamento com as escolas, entender melhor quais são seus anseios e desafios.

Lisa Nielsen, Diretora de Literacia Digital e Cidadania do Departamento de Educação de New York (NYCDOE), compartilhou em seu blog algumas práticas inovadoras bem sucedidas, que são simples, não demandam altos investimentos e podem aproximar as empresas das escolas. Enumero 3 delas que considerei mais interessantes:

# Construção de comunidades de aprendizado online para debater recursos educacionais – Companhias de tecnologia, como o Google, estruturam redes de aprendizado online formadas por profissionais da empresa e educadores do NYCDOE que utilizam seus produtos. Por meio destas comunidades criadas em redes sociais, os educadores se conectam para compartilhar ideias, melhores práticas e soluções para desafios, sempre com o suporte da empresa apoiadora e do NYCDOE.

# Parcerias com empresas para estruturar programas de formação de professores – Não basta adquirir novas tecnologias; é preciso preparar os professores para as utilizarem como ferramentas pedagógicas ou o investimento se torna um desperdício. Mais do que vender, as companhias precisam desenvolver programas gratuitos para formação de experts que irão multiplicar seus conhecimentos no uso das tecnologias para outras escolas, além de avaliarem e sugerirem melhorias nos produtos.

# Ouvir estudantes, educadores e pais

Convidar os estudantes, gestores escolares, professores e pais para discutir sobre a adoção da tecnologia na escola é um fator importante para o desenvolvimento consensual de novas práticas e modelos pedagógicos, como, por exemplo, quais são as regras que devem ser implementadas para o uso das mídias sociais nos estudos.

Além de apoiarem a educação e fortalecerem a imagem institucional como organizações socialmente responsáveis, as empresas que souberem aproveitar desta revolução irreversível certamente irão conquistar e fidelizar clientes, lançar novos produtos com sucesso garantido e surfar para sempre a onda da inovação. Do contrário, poderão morrer na praia.

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