As reportagens mais marcantes da década da EXAME

Confira as principais reportagens da EXAME na década de 2010

A década de 2010 teve grandes acontecimentos e todos eles tiveram cobertura jornalística da EXAME, seja no site ou na revista impressa. O aumento da diversidade nas empresas, o avanço da economia chinesa, o caso da Odebrecht e o lento avanço da educação foram alguns temas das reportagens mais marcantes dos últimos dez anos na EXAME. Confira, a seguir, a lista das principais matérias da década, segundo os editores da EXAME. Não se trata de um ranking.

Mulheres contra a crise (junho de 2020) – A reportagem trata do tema urgente da inclusão de mulheres na gestão de empresas e de salários equiparados aos dos homens. A matéria fala também sobre a importância da equidade racial nos negócios. O Instituto Locomotiva estima que os negros — quase 56% da população brasileira — movimentem 1,7 trilhão de reais ao ano no país. “A reportagem mostra a necessidade de discutir a equidade de gênero, e intrinsecamente raça, pela urgente questão social e econômica. Há dados que comprovam como a falta de equidade dentro de casa, a violência doméstica, a diferença salarial e as disparidades no mercado afetam diretamente o crescimento do PIB e de todo o país, pontos ainda mais evidentes na pandemia da covid-19. Mostrar a situação das mulheres no mercado – ou fora dele – é mostrar o impacto na vida de todos”, segundo Marina Filippe, repórter de negócios e diversidade na EXAME e autora da reportagem, editada por Denyse Godoy, editora de negócios e marketing.

De volta ao topo (março de 2019) – A reportagem sobre as grandes empresas de tecnologia do mundo mostra como a Microsoft apostou nas tecnologias do futuro e abraçou um novo estilo de gestão. Com isso, ela conseguiu retornar ao posto de companhia mais valiosa do mundo depois de 16 anos — uma prova de que até um gigante global precisa se reinventar. Hoje, a Microsoft segue avaliada em mais de 1 trilhão de dólares. “Falamos com o Satya Nadella, presidente da Microsoft, num momento especial. Ela acabava de ultrapassar outras companhias de tecnologia e tinha se tornado a empresa mais valiosa do mundo. A valorização foi fruto de toda a aposta em computação em nuvem feita durante a gestão de Nadella, e, também, de um trabalho de transformação cultural na companhia”, diz Filipe Serrano, editor de ciência e tecnologia da EXAME.

A Odebrecht e o futuro (junho de 2018) – Dilacerada pela Lava-Jato, a Odebrecht, maior empreiteira do país, passava por uma tentativa de renascimento, mesmo tendo donos que não se falavam e uma dívida de 90 bilhões de reais. À época, até uma mudança de nome era considerada. A reportagem, feita pela editora de negócios Denyse Godoy, conta com entrevistas com Fabio Januário, presidente da Odebrecht Engenharia e Construção, Susan Divers, diretora da consultoria americana LRN, e uma extensa apuração jornalística com fontes que preferiram não ter nomes revelados.

É hora de copiar a China (novembro de 2017) – À época, o editor de negócios Lucas Amorim, hoje diretor de redação da EXAME, viajou à China para contar a história do avanço da Didi Chuxing, conhecida como a “Uber chinesa”. Um ano mais tarde, a companhia compraria o controle da brasileira 99. A história da Didi simboliza a onda de otimismo inédita na China, e uma ambição crescente de liderar a corrida global de inovação. “Mostrar a China como polo de inovação para o consumidor final foi uma grande sacada antes de os apps chineses se espalharem pelo mundo”, afirma Amorim.

Chefe sou gay (junho de 2015) – A reportagem feita pelo jornalista Lucas Rossi fala sobre a orientação sexual de funcionários em empresas. A matéria traz um dado de 2015 que mostra que apenas três em cada dez executivos gays falavam abertamente sobre a orientação sexual entre colegas de trabalho no Brasil, uma pesquisa da consultoria holandesa Out Now, feita com 12 000 profissionais em dez países. A reportagem traz ainda entrevistas com Peter Thiel, fundador do sistema de pagamento online PayPal e o primeiro investidor-anjo da rede social Facebook, e Beth Brooke-Marciniak, vice-presidente global de políticas públicas da consultoria Ernst&Young, além de entrevistados que preferiram manter a identidade sob sigilo.

A cada minuto 7 pessoas perdem o emprego no Brasil (novembro de 2015) – A matéria traz dados sobre a onda de demissões no país em tempos de crise e como ela ocorreu em um momento ruim, nos últimos anos do bônus demográfico, quando o número de pessoas em idade produtiva é muito maior do que a soma de crianças e idosos. A reportagem, assinada por Fabiane Stefano e Gian Kojikovski, conta com entrevistas com nomes como David Bloom, professor de economia da Universidade Harvard, o economista Samuel Pessôa, pesquisador da Fundação Getulio Vargas, e o demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, do IBGE. 

Sete passos para vencer o crime (março de 2018) – Assinada por Leo Branco, a reportagem fala sobre o descontrole da violência no país e a disputa de poder entre as facções criminosas PCC e Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que registrara os piores índices de criminalidade em sete anos. Á época, o então presidente Michel Temer chamou para si a missão de combater a alta da violência no país, após um carnaval caótico no começo de fevereiro. A matéria traz uma estimativa dos custos dos passos necessários para o governo ser mais atuante no combate à violência no país. Segundo cálculos feitos por criminologista gaúcho Alberto Kopittke, do Instituto Cidade Segura, seriam necessários 5,6 bilhões de reais, uma ninharia ante gastos do governo em outras áreas. O tema da violência no país, no entanto, permanece atual. “A reportagem foi inovadora ao trazer especialistas em segurança pública para debater um passo a passo para tirar o país da crise de segurança pública. Boa parte das medidas recomendadas,  como o investimento maciço em tecnologia para mapear as ocorrências policiais foram adotadas em forças policiais Brasil afora e têm colaborado para os índices de criminalidade terem reduzido de lá para cá – embora ainda estejam longe do ideal”, afirma Leo Branco.

A diferença começa na escola (novembro de 2013)A reportagem, assinada pelo jornalista Daniel Barros, fala sobre a importância de aumentar a qualidade do ensino fundamental para que os cidadãos cheguem ao mercado de trabalho com melhor preparo. Empresas, como a Fiat citada na matéria, precisavam treinar mão de obra com conceitos básicos de língua portuguesa e matemática. Os exemplos do Ceará e do Pernambuco mostram como uma auditoria na qualidade do ensino fundamental, como garantir que as crianças do segundo ano saibam ler, pode ajudar a educação no país partir para uma fase incremental e crucial, após a universalização do ensino. Para isso, o país deveria reconhecer as melhores práticas em educação e dar escala a elas. No entanto, na avaliação do alemão Andreas Schleicher, diretor-geral de educação na OCDE, organização dos países mais ricos que estuda o desenvolvimento econômico, “o Brasil não faz isso bem”. Até hoje, o país ainda tenta entrar para a OCDE, apesar de ser hoje um Parceiro-Chave da organização.

O bilionário da cashmere adora filosofia e encerra o dia às 17h30 (março de 2017) – Assinada por Carlo Cauti, a reportagem conta história do Brunello Cucinelli e de sua empresa homônima, conhecida por pulôveres de cashmere, produzidos à mão e vendidos por milhares de euros por peça. Em uma geração de workaholics, Cucinelli instituiu uma política atípica: encerrar o expediente às 17h30 todos os dias, sem e-mails fora do horário e sem marcar ponto na entrada. Além disso, os funcionários ganhavam 20% a mais do que a média do segmento, fora um terço do lucro anual da companhia como bônus. A despeito das expectativas de especialistas, a empresa deu certo e aumentou seu faturamento em mais de 60% nos cinco primeiros anos após a abertura de capital.

O valor da educação (novembro de 2017) – Nesta reportagem especial de Helsinque, na Finlândia, feita pela editora de macroeconomia Fabiane Stefano, a sempre atual discussão sobre a importância da educação de qualidade ganha uma perspectiva global e traz lições para o Brasil de um país que é referência no assunto. As escolas da Finlândia tinham acabado de criar laboratórios para atender às então novas diretrizes do currículo nacional de educação, que acabara de ganhar maior ênfase em tecnologia. Crianças do quinto ano, por exemplo, já montavam carrinhos movidos a energia solar com painéis fotovoltaicos ou faziam experimentos com luzes LED. Essa etapa veio depois de a Finlândia atingir 99% dos jovens se formando no ensino médio, enquanto o Brasil registrava apenas 59%. A reportagem conta como o país reverteu os lucros da indústria do papel e celulose em políticas de bem-estar social a partir dos anos 60. A Finlândia valoriza a profissão dos professores, que precisam ter mestrado para pisar em uma sala de aula.

Com uma história de mais de 50 anos, a EXAME se compromete a continuar a contar boas histórias que informem o leitor sobre temas cruciais para o desenvolvimento econômico do país, a celebração do capitalismo brasileiro e o desenvolvimento pessoal e profissional de cada pessoa.

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