De olho em blockchain, grupo Bradesco acerta aquisição da fintech 4ward

Grupo do segundo maior banco privado do Brasil tem investido e atuado em direção ao uso da tecnologia blockchain em diferentes frentes
 (Paulo Fridman/Bloomberg)
(Paulo Fridman/Bloomberg)
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Gabriel Rubinsteinn

Publicado em 10/12/2020 às 14:33.

Última atualização em 10/12/2020 às 15:19.

Dono do segundo maior banco privado do Brasil, o grupo Bradesco está de olho na tecnologia blockchain. A prova mais recente foi dada na quarta-feira, 9, quando o Bitz, carteira digital que pertence ao banco, adquiriu a fintech 4ward.

A 4ward, que é uma Blockchain as a Service (BaaS), é especializada em soluções backoffice para instituições financeiras. Entre os serviços oferecidos estão a conciliação de operações, as análises de riscos, a operação de cartões e a tokenização de ativos.

“A 4ward acelera a aquisição de know-how e traz um time experiente, o que é crucial para o plano de expansão do Bitz”, disse o CEO da Bitz, Curt Zimmermann, em comunicado. “A oportunidade de se juntar ao Bitz, fazer parte do grupo Bradesco e criar soluções inovadoras foram os principais motivadores para esta união”, disse o CEO da 4ward, Leandro Lucas, segundo o Valor.

A aquisição da 4ward não é o primeiro passo do grupo Bradesco em direção à adoção da tecnologia blockchain. Em outubro, o especialista na solução do departamento de pesquisa e inovação da companhia, George Marcel Smetana, afirmou: “No nosso cenário, blockchain faz sentido nos pagamentos internacionais”. Antes, em janeiro, o Bradesco anunciou testes de operações entre Brasil e Japão usando a plataforma Ripple.

Quando o Bradesco comprou o Bitz, em setembro, Curt Kimmerman afirmou que o banco investiria 100 milhões de reais no primeiro ano de operação da carteira digital. De lá para cá, além da 4ward, a empresa também comprou a fintech DinDin, que atua no mesmo segmento.