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Soja tem cotação mais alta desde setembro com onda de calor e seca na Argentina

A soja atingiu a cotação mais alta desde setembro, impulsionada pelo clima quente e seco em partes da América do Sul

Grão de Soja. (Lucas Ninno/Getty Images)

Grão de Soja. (Lucas Ninno/Getty Images)

B
Bloomberg

1 de dezembro de 2022, 19h37

As temperaturas na Argentina ultrapassaram 38 graus nos últimos dias e devem se manter “bem acima do normal” nas próximas duas semanas, aumentando o estresse sobre a soja e o milho recém-plantados, de acordo com a Maxar. A seca que atinge o país já cortou a safra de trigo, com pouca expectativa de alívio.

Em compensação, as estimativas iniciais para a safra brasileira são altas, o que pode ajudar no abastecimento global. Do lado da demanda, a recuperação dos preços do petróleo nos últimos dias pode impulsionar o interesse por biocombustíveis de origem agrícola.

“A safra do Brasil continua forte e as estimativas são de mais de 150 milhões de toneladas, enquanto a Argentina passa por uma seca, causando problemas de produção”, disse a CHS Hedging em nota.

A soja subiu até 1% para $ 14,735 o bushel em Chicago, a cotação mais alta desde 22 de setembro. A commodity sobe 10% em 2022, a caminho do quarto ganho anual consecutivo.

O farelo e óleo de soja, assim como o milho, também avançavam. O trigo se recuperou de uma mínima de três meses, com fortes chuvas na Austrália que fecharam estradas e ferrovias e ameaçam a qualidade da colheita do país.

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