• AALR3 R$ 20,13 -0.20
  • AAPL34 R$ 68,52 1.72
  • ABCB4 R$ 16,65 0.79
  • ABEV3 R$ 14,21 1.21
  • AERI3 R$ 3,75 5.04
  • AESB3 R$ 10,92 0.74
  • AGRO3 R$ 31,36 0.58
  • ALPA4 R$ 22,15 4.04
  • ALSO3 R$ 18,85 -0.79
  • ALUP11 R$ 26,51 -2.07
  • AMAR3 R$ 2,58 1.57
  • AMBP3 R$ 32,48 4.47
  • AMER3 R$ 21,50 -1.78
  • AMZO34 R$ 3,43 5.09
  • ANIM3 R$ 5,66 3.47
  • ARZZ3 R$ 81,38 2.42
  • ASAI3 R$ 16,30 3.69
  • AZUL4 R$ 20,95 4.38
  • B3SA3 R$ 12,43 4.37
  • BBAS3 R$ 37,45 -0.32
  • AALR3 R$ 20,13 -0.20
  • AAPL34 R$ 68,52 1.72
  • ABCB4 R$ 16,65 0.79
  • ABEV3 R$ 14,21 1.21
  • AERI3 R$ 3,75 5.04
  • AESB3 R$ 10,92 0.74
  • AGRO3 R$ 31,36 0.58
  • ALPA4 R$ 22,15 4.04
  • ALSO3 R$ 18,85 -0.79
  • ALUP11 R$ 26,51 -2.07
  • AMAR3 R$ 2,58 1.57
  • AMBP3 R$ 32,48 4.47
  • AMER3 R$ 21,50 -1.78
  • AMZO34 R$ 3,43 5.09
  • ANIM3 R$ 5,66 3.47
  • ARZZ3 R$ 81,38 2.42
  • ASAI3 R$ 16,30 3.69
  • AZUL4 R$ 20,95 4.38
  • B3SA3 R$ 12,43 4.37
  • BBAS3 R$ 37,45 -0.32
Abra sua conta no BTG

Preços dos alimentos devem continuar altos em 2022, diz Cargill

Clima, custo do frete e escassez de mão de obra impactam resultados no campo, segundo o diretor da multinacional americana; inflação global dos alimentos bateu recorde da década em outubro
Preço dos alimentos deve continuar em alta em 2022 (Reuters/Eric Gaillard)
Preço dos alimentos deve continuar em alta em 2022 (Reuters/Eric Gaillard)
Por BloombergPublicado em 17/11/2021 15:57 | Última atualização em 17/11/2021 16:05Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Os preços dos alimentos devem permanecer elevados em 2022 sob pressão dos gargalos da cadeia de suprimentos global, de acordo com o diretor-presidente da Cargill, que destacou a escassez de mão de obra como um dos maiores riscos enfrentados pelo setor.

Quer se trate de processadores de carne, caminhoneiros, operadores de armazéns ou funcionários portuários, a competição por trabalhadores no sistema alimentar global está mais acirrada.

  • Fique por dentro das principais notícias do Brasil e do mundo. Assine a EXAME

Fábricas não têm operado com capacidade total, o que limita o fornecimento de alimentos e abre espaço para mais aumentos de preço, disse David MacLennan, CEO do gigante agrícola.

“Achei que a inflação em agricultura e alimentos fosse transitória”, disse MacLennan em entrevista durante o Bloomberg New Economy Forum, em Singapura. Mas agora o executivo tem menos certeza por causa da “contínua escassez no mercado de trabalho”, acrescentando que a mão de obra é um dos pontos que a empresa “observa com mais atenção”.

Os preços globais dos alimentos atingiram o maior nível em uma década em outubro, o que tende a elevar ainda mais as despesas das famílias e piorar a fome em diversos países.

O mau tempo afetou as colheitas neste ano, os custos de frete dispararam e a escassez de mão de obra bloqueou a cadeia de abastecimento de alimentos. Além disso, a crise de energia impulsionou os preços dos fertilizantes para agricultores no mundo todo.

MacLennan disse em setembro que o aumento dos custos dos alimentos seria transitório e que perderia força com o tempo. Desde então, a alta nos preços da energia e os constantes problemas na cadeia de suprimentos deixaram os mercados “muito mais apertados”, afirmou.

“Quando você tem oferta limitada, isso pode levar a preços mais altos”, disse MacLennan. No entanto, ele destacou que a China não tem comprado produtos agrícolas de forma tão agressiva quanto no ano passado, enquanto as colheitas na América do Norte são abundantes. “Isso tira um pouco da pressão sobre o sistema.”

A busca por combustíveis mais verdes para aviões e biodiesel também coloca os alimentos contra a produção de energia, o que encolhe a oferta de óleo comestível. Os preços do óleo de palma, o óleo vegetal mais consumido no mundo, acumulam alta de cerca de 50% nos últimos 12 meses, enquanto o óleo de soja subiu 60% no período. A canola, também usada para fabricar óleo, está perto de um recorde.

A tensão entre alimentos e combustíveis atingirá o maior nível dos últimos 15 anos, disse MacLennan. Chegará o dia em que mais produtos agrícolas serão usados para gerar energia do que em alimentos, por isso caberá aos agricultores buscar a inovação e se tornarem mais produtivos, acrescentou.