Redatora
Publicado em 22 de dezembro de 2025 às 19h42.
A proibição de azeites em 2025 atingiu 25 marcas após fiscalizações do governo federal. As ações envolveram a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura, responsáveis por avaliar a qualidade, a origem e a segurança dos produtos comercializados no país. As decisões incluíram proibição total de marcas e veto a lotes específicos. As irregularidades identificadas vão de adulteração a falhas de registro e licenciamento.
Segundo os órgãos federais, parte das marcas aparece em listas mantidas simultaneamente pela Anvisa e pelo Ministério da Agricultura. A proibição mais recente ocorreu em novembro, quando lotes das marcas Royal, Godio, La Vitta e Santa Lucia foram desclassificados.
As análises laboratoriais apontaram a presença de óleos vegetais diferentes do azeite de oliva. Esses produtos foram considerados impróprios para consumo.
Em alguns casos, a proibição atingiu toda a marca. Em outros, apenas lotes específicos foram retirados do mercado. Veja quais:
Segundo o governo federal, as marcas são proibidas quando apresentam irregularidades que comprometem a segurança do produto. Entre os principais motivos estão:
Desde o início de 2024, o governo federal já proibiu lotes e marcas de azeite mais de 70 vezes. As ações fazem parte de um esforço contínuo de fiscalização para retirar produtos fora dos padrões legais.
A comercialização de azeites proibidos é considerada infração grave. Estabelecimentos que mantêm esses produtos à venda podem ser responsabilizados. Caso o consumidor já tenha adquirido o produto, a orientação oficial é:
Denúncias podem ser feitas pela plataforma Fala.BR, canal oficial do governo federal. Informar a marca, o local da compra e o lote do produto ajuda na apuração.
A Anvisa disponibiliza uma ferramenta pública de consulta para verificar se um produto está irregular ou falsificado. Já o Ministério da Agricultura mantém o Cadastro Geral de Classificação (CGC), que permite conferir se a empresa produtora, importadora ou distribuidora está registrada.
O registro é obrigatório para empresas que processam, industrializam ou embalam azeites no Brasil.
O ministério também orienta atenção ao preço. Valores muito abaixo da média são considerados um sinal de alerta. Evitar azeite vendido a granel e consultar listas oficiais antes da compra são medidas recomendadas.