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Boa Safra expande atuação e fecha joint venture de US$ 9,7 milhões na Nigéria

Empresa aposta no potencial agrícola africano com foco em milho e sem aporte inicial

Boa Safra: lucro líquido apresentou queda expressiva de 53,47% em 2024. (Boa Safra/Exame)

Boa Safra: lucro líquido apresentou queda expressiva de 53,47% em 2024. (Boa Safra/Exame)

César H. S. Rezende
César H. S. Rezende

Repórter de agro e macroeconomia

Publicado em 6 de abril de 2026 às 12h25.

A Boa Safra Sementes deu mais um passo em sua estratégia de internacionalização ao anunciar, nesta segunda-feira, 6, a criação de uma joint venture na Nigéria. A iniciativa, realizada por meio da controlada Bestway Seeds, marca a entrada da companhia em um dos mercados agrícolas mais promissores da África.

O movimento reforça a aposta da empresa na expansão global com baixo impacto financeiro. O acordo prevê a produção de sementes de milho voltadas ao mercado local, em uma operação que nasce com US$ 9,7 milhões em equity.

Inicialmente, a Bestway Seeds terá participação de 20% no capital social, sem necessidade de aporte financeiro por parte da companhia.

Segundo Marino Colpo, CEO da empresa, a iniciativa está alinhada à estratégia de crescimento internacional da Boa Safra.

“O projeto representa um passo importante na estratégia de expansão internacional da companhia, permitindo levar nosso know-how para um mercado com grande potencial agrícola. Trata-se de uma oportunidade de contribuir diretamente para o aumento da produtividade e o fortalecimento da cadeia de sementes de milho na Nigéria”, afirmou.

A estrutura do negócio chama atenção por priorizar a transferência de conhecimento em vez de grandes investimentos iniciais, reduzindo riscos financeiros.

Boa Safra na Nigéria

O acordo também inclui a possibilidade de ampliação da fatia da empresa na joint venture. A Bestway Seeds poderá elevar sua participação para até 40% do capital social, conforme o avanço da operação.

Para o diretor financeiro e de relações com investidores, Felipe Marques, o modelo adotado combina crescimento e disciplina financeira.

“Acreditamos que este modelo de parceria, baseado na transferência de conhecimento e na aplicação de nossa expertise, permite uma expansão eficiente e sustentável, com baixo impacto sobre a estrutura financeira da companhia”, disse.

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