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Governo descarta mudar seguro-desemprego este ano

Interlocutor do Palácio do Planalto afirmou que a conjuntura atual impede que o governo concorde com reajuste maior aos trabalhadores


	Uma comissão técnica estuda as possibilidades de cálculo do seguro-desemprego e apresentará um parecer antes da próxima reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador
 (Marcos Santos/USP Imagens/Agência USP)

Uma comissão técnica estuda as possibilidades de cálculo do seguro-desemprego e apresentará um parecer antes da próxima reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Marcos Santos/USP Imagens/Agência USP)

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Laís Alegretti e João Villaverde

Publicado em 27 de julho de 2013, 10h03.

Brasília - O ministro do Trabalho, Manoel Dias, voltou a se posicionar ontem (26) a favor de mudança no cálculo do seguro-desemprego e disse que uma comissão de técnicos estuda o assunto. A decisão de manter a correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), entretanto, já foi tomada pela própria presidente Dilma Rousseff, segundo informaram fontes do governo ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Um interlocutor do Palácio do Planalto afirmou que a conjuntura atual impede que o governo concorde com reajuste maior aos trabalhadores. Ele não descarta, entretanto, que isso aconteça em 2014. Para este ano, a Fazenda já estava predisposta a trabalhar contra o reajuste maior, posição que foi reforçada por uma decisão da própria presidente.

Dias afirmou ontem (26) que uma comissão técnica estuda as possibilidades de cálculo do seguro-desemprego e apresentará um parecer antes da próxima reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), que estava inicialmente prevista para quarta-feira, mas deverá ser adiada.

"Eu tenho pessoalmente um posicionamento a favor. Não posso ser diferente da origem que eu tenho, eu estou ali defendendo um partido trabalhista", afirmou. Questionado se tem aval da presidente Dilma Rousseff para defender mudança no cálculo, Dias afirmou não ter conversado com ela sobre o assunto. O ministro disse, entretanto, que o resultado será "uma posição de governo". Dias negou ter ocorrido confusão entre os ministérios do Trabalho e da Fazenda e afirmou que o diálogo com a equipe de Guido Mantega está bem, mas que há posições divergentes.