Quem pode investir na Bolsa? Curso ensina passo a passo para começar

O mito de que apenas um nicho específico e qualificado de pessoas pode investir na renda variável é desmentido por especialista da Exame Research

Rico, experiente e geralmente com mais de 50 anos. Esse pode ser o perfil que vem a mente da maioria das pessoas quando se fala em investidores. A impressão é que apenas um nicho muito limitado de pessoas pode se aventurar no mundo da renda variável e conseguir lucros. Mas, na verdade, isto está longe de ser verdade. Para o analista da Exame Research e professor do curso “IniciAção: Primeiros Passos para Investir na Bolsa“, Bruno Lima, qualquer um pode entrar no mercado de capitais. “Não há nenhuma restrição”, garante.

Mas a história de que você precisa ser rico, experiente e ter rios de dinheiro para começar a investir é mentira, mas não tanto assim. Se a análise tiver como base temporal algumas décadas atrás, de modo geral, esse era mesmo o perfil dos investidores. Os motivos principais são dois: acesso e informação. Era muito mais complicado acessar uma plataforma de investimentos e não havia tanta informação assim disponível para todo mundo acessar onde e quando quiser. Hoje, isso é completamente diferente só não aprende e começa a investir quem não quer fazer isso.

Atualmente é possível investir do celular. A maioria (senão todas) as corretoras têm aplicativos que concentram todas as informações sobre seus ativos e a própria plataforma de home broker, por onde são dadas as ordens de compras e vendas de ações e outros ativos.

O acesso às ferramentas são fáceis, mas muita gente pode se sentir perdida quando pensa em investimentos e nos primeiros passos para começar a cuidar do próprio futuro e ter controle sobre a financeira. No Brasil, praticamente metade da população está endividada, apenas 40% conseguem poupar algum dinheiro e menos de 1% das investem as economias. A falta de conhecimento e de boas recomendações são um dos obstáculos para começar a investir.

Mas apesar de pequeno, esse um por cento de investidores tem ganhado força e crescido cada vez mais. De 2017 a 2019, 800 mil pessoas físicas se registraram para começar a aplicar na B3, a bolsa de valores brasileira. No ano de 2020, apesar da pandemia, mais 500 mil entraram no mercado de ações.

No total, já são mais de 2 milhões de brasileiros que investem em renda variável. Esse número ainda é consideravelmente muito baixo, representa cerca de 1% do Brasil inteiro. Como comparação, nos Estados Unidos, quase metade da população investe na bolsa de valores. Lá é normal até mesmo jovens ganharem lotes de ações como presente aniversário.

O número de pessoas na bolsa brasileira cresceu. Mas afinal, o que aconteceu para de repente todo mundo querer comprar ações? Um dos principais motivos foi a queda da taxa de juros. A chamada taxa Selic está no valor mais baixo da sua história, a 2% ao ano. Em 2016 ela estava acima de 14% ao ano. Na prática, com essa taxa, quando alguém investe dinheiro em investimentos que têm como base a Selic, a rentabilidade é menor.

Quando a taxa de juros está alta, os investimentos na chamada renda fixa são mais rentáveis, e boa parte das pessoas prefere manter o dinheiro aplicado nessa modalidade, que tem um menor risco, do que na renda variável. Um cenário de juros baixos, e a consciência das pessoas de que precisam pensar no próprio futuro e não depender apenas do sistema de previdência do governo fez com que aumentasse o número de pessoas físicas que investem na bolsa de valores e a tendência é de que esse aumento continuem. Para isso, estudar o mundo dos investimentos e buscar boas recomendações são etapas essenciais para quem pretende começar a investir.

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