As cédulas em dinheiro vão acabar?

Com a modernização e os avanços da tecnologia, boa parte das pessoas já utiliza outros meios de pagamento; qual é o futuro do dinheiro?

Grandes esteiras com milhares de cédulas de dinheiro impressas por hora, com papéis especiais, cobre e aço e nada menos do que 17 tintas diferentes. A cena poderia até ser confundida com um episódio da série La Casa de Papel, mas é apenas um dia comum na Casa da Moeda. Nesse caso, a brasileira mesmo. A fábrica, que fica no Rio de Janeiro, pode produzir até 3 bilhões de cédulas e 4 bilhões de moedas por ano.

Mas será que ainda é preciso imprimir tanto dinheiro? Com a modernização e os avanços da tecnologia, boa parte das pessoas já utiliza outros meios de pagamento. Sejam os cartões de débito, de crédito e pré-pagos ou novidades mais recentes, os meios de pagamentos digitais.

A Casa da Moeda do Brasil sentiu os efeitos de todas as mudanças nos hábitos de consumo. A instituição perdeu por um tempo o monopólio de fabricação do real, e ainda pode ser privatizada. Na contramão, surge uma outra discussão: qual é o futuro do dinheiro? As cédulas em papel podem acabar um dia?

Hoje, a maioria dos pagamentos são feitos através de um cartão ou por meios online. Há algumas décadas, era comum ouvir das pessoas que em futuro muito tecnológico e desenvolvido, não se usaria mais dinheiro em papel. Existiria um cartão de plástico que serviria para pagar as coisas. — E pudesse pagar, claro. E apesar de parecer uma teoria retrógrada, o cartão foi criado há apenas 100 anos, mas começou a ser usado mesmo apenas na década de 50. E essa foi só a primeira mudança na forma de usar o dinheiro.

Além dos aplicativos e contas digitais, as moedas feitas de aço e de cobre também já estão sendo substituídas por uma versão digital. As chamadas criptomoedas. Embora o bitcoin seja o mais conhecido, existem várias outras criptomoedas. Elas nada mais são do que moedas virtuais, utilizadas para fazer pagamentos. Ou seja, possuem a mesma função de comprar mercadorias e serviços que as moedas convencionais.

As principais diferenças entre uma moeda física e o bitcoin são três. O primeiro ponto é que elas são completamente virtuais, você não vai pegar uma criptomoeda na mão. Além disso, existem três outras questões principais. A descentralização, que significa que essas moedas não precisam de um banco central ou do Estado para serem regulamentadas. Com isso, as suas oscilações de preço ocorrem de acordo com a própria economia por trás da moeda e não por uma interferência estatal, por exemplo.

Também há o anonimato. A maioria das transações com criptomoedas não exige nenhum tipo de informação pessoal para começar a utilizar o serviço. E por fim, o custo zero de transação, porque em regra não tem uma autoridade central para interferir impondo qualquer tipo de taxa às criptomoedas. Mesmo não sendo possível afirmar que o dinheiro em papel vai acabar em um futuro próximo, as mudanças nos meios tecnológicos são inegáveis e vieram para ficar.

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